Serviço de ‘clique e retire’ de lojas
reduz custo da compra online

Consumidor escolhe um ponto fixo mais perto de casa para retirar o pedido, sem taxa de entrega

20 Novembro 2019

Um dos e-Box instalados nas estações do metrô no Rio Foto: Pedro Teixeira / O Globo

RIO – Comprar pela internet é ótimo até o produto demorar dias, semanas para chegar e, quando chega, você não está em casa e o condomínio não aceita receber mercadorias. Uma saída viável é o sistema “clique e retire” : o consumidor compra online e escolhe um ponto fixo mais perto de casa para retirar o pedido. Dependendo da empresa, pode ser uma loja da rede, uma agência dos Correios ou um locker . Varejo de roupas, eletroeletrônico, construção, decoração, farmácias , joalheria e até supermercados oferecem o serviço no Grande Rio. No final das contas,  sem a taxa de entrega, o custo fica menor.

 

O “clique e retire”, além evitar os problemas de entrega e ser uma opção econômica, é uma alternativa para quem mora em local de difícil acesso e uma opção para o turista que está de passagem na cidade sem tempo para esperar uma entrega tradicional do comércio digital.  Lojas também permitem que o cliente, quando for retirar o pedido, teste ou prove o produto antes de levar para casa.

 

Para os lojistas é uma oportunidade de oferecer outros artigos que o consumidor não viu no site. O consultor e especialista em varejo Marco Quintarelli afirma que a modalidade vai demorar para alcançar todos os setores do varejo e se espalhar pela maioria das empresas com venda online, mas garante que o “clique e retire” é uma tendência:

 

— É, principalmente, devido a problemas de logística de entrega para situações de localização de risco ou entrega difícil. É bastante seguro e cômodo para todos que tiverem este tipo de limitação — diz Quintarelli, do grupo Azo.

 

Um setor que começa a despertar para o “clique e retire” é o supermercado. Alimentos perecíveis ainda são um desafio. O Carrefour, por exemplo, criou uma subcategoria do serviço para produtos alimentícios. O presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz, porém, prevê uma expansão da modalidade nas redes fluminenses.

 

— Ainda não virou tendência no varejo supermercadista carioca, mas vemos que, aos poucos, cada vez mais lojas estarão procurando maneiras de entrar nesse fluxo tecnológico. Os supermercados estão vivendo a mudança de comportamento dos consumidores no dia a dia  — analisa Queiroz. 

 

A tendência de que fala Quintareli e Queiroz já é regra na rotina de Vivian Cruz, uma das caçadoras de ofertas da plataforma Qual Oferta , dos jornais O GLOBO, Extra e Expresso. A consultora resiste em pagar por frete e, com o serviço de “clique e retire”, economiza. Numa promoção relâmpago de um mixer a R$ 29,90 (o preço original era R$ 79,90), ela pagaria R$ 25 pela entrega na residência.

 

– Não corro o risco de a mercadoria não ser entregue. Muitas transportadoras não marcam um horário e muitas vezes o cliente aguarda e ninguém aparece. Além disso, você economiza. A vantagem é dupla – diz ela.

 

A maioria das lojas que oferecem o serviço segue o mesmo roteiro. O cliente fecha a compra no site, escolhe o clique e retire como opção de entrega. Logo após a confirmação do pagamento, o consumidor recebe um aviso por e-mail ou SMS. Para pegar os produtos, o comprador deve levar um documento com foto. Em quase todas as lojas, terceiros podem substituir o titular, desde que estejam com documentos. É sempre bom ficar alerta a prazos de retirada. Veja como funciona em cada rede.

 

Fonte: oglobo.globo.com

 

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